segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Saudades de Mané Pitunga

Manoel Severino Martins, Mané Pitunga, nasceu no engenho Boa Vista, município de Itambé, em 29 de Maio de 1930. Desde pequeno herdou o apelido do pai, Severino Marcolino Martins, também conhecido como Severino Pitunga. Ao longo de sua vida Pitunga trabalhou nas mais variadas atividades ligadas à roça e à lavoura de cana-de-açúcar, e também exerceu os ofícios de carpinteiro, barbeiro e marceneiro.
(PACHECO & ABREU, 2001)

Da rabeca de Pitunga saiu muito forró, Cavalo-Marinho, e som para as brincadeiras de Babau, antiga tradição de teatro de Mamulengos popular na Zona da Mata Norte de Pernambuco. No entanto, o que faz de Pitunga um personagem único na história da rabeca no Brasil não foram suas habilidades como músico. Mané Pitunga foi um hábil mestre construtor de rabecas.





De Luthier, Pitunga não tinha nem o nome. Era um rabequista, ou rabequeiro. Um cabra que gostava de zuada e brincadeira. Suas rabecas, hoje, alcançam alto preço e são muito raramente encontradas para venda.

Pitunga faleceu em 2002, e suas rabecas até hoje não encontraram semelhança em nenhum dos fazedores de rabeca da mesma região.



Fica aqui, como postagem inicial deste blog, uma série de fotografias feitas por mim à ocasião de sua vinda ao Rio de Janeiro em março de 2001. A exposição "Rabecas de Mané Pitunga" foi organizada por Gustavo Pacheco e Maria Clara Abreu na Sala do Artista Popular do Museu do Folclore Edison Carneiro.



Alguns cds nos quais se podem ouvir rabecas feitas por Mané
Pitunga:
CHÃO E CHINELO. Loa do Boi Meia Noite.
Recife: 1999. Disco Independente

MESTRE AMBRÓSIO. Fuá na casa de Cabral.
São Paulo: Sony Music, 1999.

_____. Mestre Ambrósio.
Recife: 1995. Disco Independente.

MESTRE SALUSTIANO. Sonho da Rabeca.
Recife: 2000. Disco Independente.

CAVALO-MARINHO BOI PINTADO. São Gonçalo. Música do Brasil.
São Paulo: abril, Music, 2000.
Cd 3, faixa 17.

Um comentário:

  1. Moro na cidade em que seu Manoel Pitunga viveu maior parte de sua vida e onde está hoje sepultado.Na cidade existe um centro cultural com o nome do seu Manoel,mas nada a mais nem fotos nem rabecas nem movimentos culturais,é vergonhoso vermos um artista do porte de seu Pitunga deixar-se ao esquecimento. ainda bem que encontrei este blog onde posso expor a minha opinião. Rinaldo Paiva- FERREIROS-Pe

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