segunda-feira, 6 de julho de 2009

7o Encontro de Rabequeiros do RJ

Olá, pessoal!Antes de mais nada, quero me desculpar com os amigos leitores pela falta de atualização deste blog. Este meio de ano está sendo bem puxado pra mim, ainda mais com a perspectiva dessa gripe suína, deixando as escolas todas em polvorosa. Mas agora, com as proximidades das férias de julho, prometo ser mais assíduo.

Aqui vão duas fotos do nosso último encontro, realizado na Escola da Música Villa-Lobos, um reconhecido centro de formação de músicos do Rio de Janeiro. Fui aluno desta escola e aprendi muito, não só com as aulas, mas com a convivência com outros aprendizes.

O encontro foi organizado pela Norma e pelo Rodrigo Biscoito, a quem somos muito gratos. Pela primeira vez pudemos apresentar a arte da rabeca a um público ávido por informações e novidades, composto principalmente por alunos daquela instituição.

Contamos com a ilustre participação do rabequeiro Beto, da Companhia Carroça de Mamulengos, que abrilhantou nosso encontro com xotes, baiões e rasta-pés. Gostaríamos muito que sua presença se tornasse constante!

Abraços a todos e boas rabecadas!!


domingo, 3 de maio de 2009

Geraldo Idalino - Um violino no forró

A grande sugestão do post de hoje é baixar o disco "Um violino no forró", de 1982. Gravado por iniciativa de Luiz Gonzaga, este foi um dos cinco discos gravados por Geraldo Idalino, rabequeiro paraibano.

Dono de um fraseado ímpar e bastante aparentado do chorinho, Seu Geraldo da Rabeca nos prasenteia com baiões, maxixes e sambas deliciosos, com sua rabequinha e acompanhamento regional.

Quanto ao título do disco, corre a lenda que os produtores do disco queriam evitar a palavra "rabeca", pois este termo era considerado um pejorativo para "violino".

Para aqueles que já baixaram o disco "as músicas de rabequeiros", vale a pena ouvir a versão original de "enxuga o rato", quarta faixa deste título. Para aqueles que curtem um forró mais safado, na linha do grande Genival Lacerda, vale curtir a quinta faixa: radinho de pilha, em bela versão xoteada e instrumental.


Aproveite mais esta raridade!!





Geraldo Idalino Luiz era mais conhecido como "Geraldo da Rabeca", nasceu em 04 de Novembro de 1942 na cidade de Nova Cruz, no estado do Rio Grande do Norte, mas, a partir do ano de 1972 fixou residência em Campina Grande -PB onde faleceu no dia 08 de Novembro de 2007.
Seu Geraldo começou a tocar rabeca com 05 anos de idade (de forma autodidata) ainda em Nova Cruz-RN. Músico muito conhecido nas feiras do Nordeste, onde se apresentava com seu grupo, Seu Geraldo tocou durante muito tempo em programas de rádio na Paraíba, Rio Grande do Norte,Bahia e Pernambuco (onde morou durante dez anos, antes de fixar residência em Campina Grande).
Seu Geraldo da Rabeca têm 05 álbuns gravados, sendo 03 CD's e 02 LP's. É um legítimo
representante da cultura musical nordestina, e um dos últimos representantes de uma geração da qual fizeram parte Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro (que conseguiu, no Rio de Janeiro,o primeiro contrato de gravação para Seu Geraldo, e que deu origem ao álbum "Um Violino no Forró")
Marinês e Sivuca.


Geraldo Idalino - Um violino no Forró
Baixe aqui
Faixas:

01- Forró de Jeremias
02- Forró do Chico
03- A vida do meu sertão
04- Enxuga o rato
05- Radinho de pilha
06- Forró do Zé Boró
07- Menina vem pro forró dançar
08- Forró da Cachoeira
09- Forró na casa de pedra
10- Araripina
11- É proibido cochilar
12- Xaxado de Antônio Silvino

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Amanhã tem!

Amanhã tem a edição Abril do Encontro Carioca de Rabequeiros.

A concentração será às 17h no Bar Arco Íris, na rua do lavradio, Lapa.

Quem quiser, é só chegar. Traga seus instrumentos, sua animação e sua alegria!

Cheguem junto.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Rabeca de Zé Coco do Riachão




O instrumento aqui apresentado pertence ao grande rabequeiro Guilherme Bedran, do grupo Palha de Milho. Tive a oportunidade de conhecê-lo no nosso encontro de rabequeiros do mês de março.




Construída no ano de 1985, esta rabeca apresenta belíssimo trabalho de marchetaria no tampo, no espelho e no estandarte. As bolinhas brancas parecem ser uma marca dos intrumentos fabricados pelo Mestre Zé Coco do Riachão.







O dicionário Cravo Albin da Música Brasileira nos conta que José dos Reis Barbosa dos Santos nasceu em 1912 em Brasília de Minas, MG e foi "Criado na localidade de Riachão, onde nasceu, às margens do rio que leva o mesmo nome, na confluência dos municípios de Mirabela e Brasília de Minas, no Vale do São Francisco. O pai era fazedor e tocador de violas. No momento de seu nascimento, passava uma folia-de-reis e ele foi consagrado pela mãe aos santos Reis; por isso "dos Reis" registrado em cartório. Zé Coco deixava claro sua devoção aos Santos Reis, e sempre se apresentava como José Reis Barbosa dos Santos.

Ouvindo seu pai tocar desde que nasceu, aos 8 anos, já tocava viola que ele mesmo ia aprendendo a fazer. Foi marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro, fazedor de cancelas, de engenho, de carro de boi, curral de tira, roda de rolar mandioca, mas o que o tornou conhecido, inclusive internacionalmente, foi a excelência dos instrumentos que fabricava e tocava: viola, violão, cavaquinho e rebeca. Aos vinte anos, assumiu a pequena fábrica de instrumentos de seu pai."

Para conhecer mais sobre a vida e Obra do mestre Zé Coco, assista este curta-metragem.

Para conhecer o som da rabeca nas mãos de Guilherme Bedran, assista aqui:


E para conhecer mais sobre o grupo Palha de Milho, clique aqui.

Em breve teremos postados aqui os discos de Zé Coco do Riachão, grande e tradicional mestre da rabeca, falecido em 1998.

Um abraço a todos!

terça-feira, 24 de março de 2009

Rabeca Brasileira, Música Latina - América Contemporânea



Formado por nove músicos de sete países da américa do sul, o América Contemporânea surgiu a partir da iniciativa do pianista brasileiro Benjamin Taubkin, inquieto com o isolamento cultural que o Brasil protagonizava no continente. Único país a falar o português, nosso Brasil esteve historicamente disjunto da música latina, a não ser por poucas e belíssimas exceções, como a grande Mercedes Sosa e suas parcerias com Milton e Chico, sobretudo.

Podemos conferir, nos vídeos a seguir, a beleza e a universalidade da rabeca de mestre Siba, figurando sem sotaques no belíssimo cenário da musica Latina.

O América Contemporânea surgiu em 2005 e tem um disco gravado, com o mesmo nome. Sinceramente, não sei se o projeto está parado ou se ainda se move e toca. Mas vale conferir os ótimos vídeos disponíveis.
Os Músicos: o pianista Benjamim Taubkin (Brasil),a cantora Lucia Pulido (Colômbia) o saxofonista e flautista Alvaro Montenegro (Bolívia), o violonista Aquiles Baez (Venezuela), o percussionista Luis Solar (Peru), o multi-instrumentista e cantor Carlos Aguirre (Argentina) e o contrabaixista Christian Galvez (Chile), o percussionista Ari Colares (Brasil) e o rabequeiro pernambucano Siba.

Quem quiser conferir o Myspace da banda clique em América Contemporânea

Aproveitem!




sábado, 21 de março de 2009

CD - As músicas de rabequeiros


Inaugurando uma nova postagem neste blog: um cd completo, produzido pelo programa de incentivo à cultura do estado da Paraíba.

O disco contém registros de grandes rabequeiros de outrora e do nosso tempo, como Mané Pitunga, Zé Coco do Riachão, Cego Oliveira e Luismário Machado.

Destaque para a presença de Geraldo Idalino (PB), Waldemar da Silva (MA) e Manoel Almiro (SP).

Enfim, este disco fala por si. Aproveite!

AS MÚSICAS DE RABEQUEIROS

quarta-feira, 18 de março de 2009

Coletânea Rabequeiros 2


Olá, rabequeiros e rabequeiras!

Devido ao "estrondoso" sucesso da coletânea Rabequeiros 1, já está na mão a segunda versão da coletânea. Destaque especial para as músicas dos rabequeiros que estiveram presentes no nosso último encontro: Rodrigo Salvador, com seu "Forró d'apertamento"; Renato Boia (nosso agitador cultural) com seu Coco de "Jahnavi"; e este que vos escreve, Igor França, com seu "Agora".
Veja que 25% das músicas presentes nesta coletânea já são fruto da integração musical proporcionada pela internet, seja pela comunidade RABECA, seja pelo Myspace ou por este Blog.

Outro ponto que merece destaque é a presença de duas canções do mestre da música caipira: Pena Branca. "Marcolino" é uma canção tradicional, e é apresentada com a rabeca de Zé Gomes e embalada pelas vozes de Pena Branca e da grande Inezita Barroso.

No mais, temos a presença do amigo Marcos Moletta em duas músicas marcantes: o forróck "O comedor de calango", que conta com a voz de Maurício Baia e o violão do saudoso Tonho Gebara; e "Cordestinos", onde a rabeca dialoga com o violino do francês Nicolas Krassik.

E isso não é tudo! Ainda temos o canto das lavadeiras do Jequitinhonha, com a voz de Ceumar e o violino-rabecado de Felipe Dias; a rabeca pernambucana de Luiz Paixão, o mais que especial romance medieval de João de Calais, na singular rabecada do mestre Cego Oliveira; o "Coco de fulô rodado" do Chão e Chinelo, com o rabequeiro Maciel Salu.

A peça mais especial desta coletânea, na minha opinião, chama-se "Chula no Terreiro". A belíssima canção do Mestre Elomar Figueira de Mello recebe, mais uma vez, a rabeca de Zé Gomes para conferir ainda mais emoção à história dos companheiros que foram sumindo no mundo. Ouça a rabeca, mas preste atenção à letra.

Sem mais delongas, vamos à lista:

1-Forró d'Apertamento
Rodrigo Salvador
Forrófuá

2-Coco de Jahnavi
Banda de Pifes de Niterói
Renato Boia

3-Marcolino
Pena Branca e Inezita Barroso
Semente Caipira
Zé Gomes

4-Agora
Arco da Véia
Igor França

5-Chula no Terreiro
Elomar
Parcelada Malunga
Zé Gomes

6-Coco de fulô rodado
Chão e Chinelo
Maciel Salu

7-O Verdadeiro Romance de João de Calais
Coleção Memória do Povo Cearense
Cego Oliveira

8-Cordestinos
Nicolas Krassik e Cordestinos
Marcos Moletta

9-Eu vou queimar carvão
Companhia Cabelo de Maria
Cantos de Trabalho
Felipe Dias

10-Forró de Vó
Pimenta com Pitu
Luiz Paixão

11-O Comedor de Calango
Baia e RockBoys
Entrada de Emergência
Marcos Moletta

12-Aliança
Pena Branca
Zé Gomes

Ouça e curta!
baixe por aqui:
COLETÂNEA RABEQUEIROS 2